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Por Congresso mais progressista, dirigentes da CUT vão disputar eleições

11/06/2018

Central lembra que Parlamento atual foi considerado o mais conservador desde a redemocratização, com redução da bancada sindical. No atual período, direitos foram suprimidos

Escrito por: Redação RBA


Vários dirigentes ligados à CUT se afastaram do cargo na semana passada para concorrer a cargos de deputado federal ou estadual, na tentativa de compor bancadas parlamentares mais afinadas com direitos sociais e trabalhistas e "para impedir os retrocessos apresentados e aprovados por bancadas de empresários, ruralistas e outros segmentos mais identificados com pautas conservadoras". Na eleição de 2014, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) já apontava o Congresso Nacional como o mais conservador desde a redemocratização.

"Em 2014, levantamento do Diap mostrou que a frente sindical, por exemplo, foi reduzida quase à metade: de 83 para 46 parlamentares", diz a CUT.

A central lembra que dois anos depois essa "bancada reacionária" aliou-se ao candidato perdedor, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a Michel Temer, então vice de Dilma Rousseff, e, com apoio de empresários, parte da mídia e do Poder Judiciário destituíram a presidenta legitimamente eleita, deram um golpe e agora vêm implementando uma pauta de retrocessos, fim de direitos trabalhistas e extinção de programas sociais".

Os sindicalistas que se afastaram do mandato cumpriram exigência legal de se desincompatibilizar quatro meses antes da eleição. O primeiro turno está marcado para 7 de outubro. O segundo, se necessário, para o dia 28.

Durante a discussão das "reformas" trabalhista (que se tornou a Lei 13.467) e da Previdência, a CUT lançou a campanha #QuemVotarNãoVolta, a fim de alertar os parlamentares: quem apoiasse aqueles medidas não seria reeleito. "E reforçou a importância de seus dirigentes disputarem os cargos, conquistar uma bancada representativa e fazer a disputa por direitos no Congresso Nacional."

Vários decidiram concorrer e se licenciaram na última quinta-feira (7). "Todos se licenciaram da CUT nesta quinta com o compromisso de representar as propostas da Plataforma da CUT para as eleições 2018 em suas campanhas eleitorais, entre elas, a revogação das medidas tomadas depois do golpe, como a aprovação da reforma trabalhista e eleições livres e democráticas", afirma a central. 

Na semana passada, representantes de centrais sindicais lançaram uma "agenda prioritária" da classe trabalhadora, com propostas que serão encaminhadas aos candidatos à Presidência da República.

Confira a lista de dirigentes que serão candidatos.

Deputado federal
- Alessandra Lunas, direção nacional da CUT (Rondônia)

- Ângela Maria de Melo, dirigente executiva da CUT (Sergipe)
- Carlos Veras, presidente da CUT de Pernambuco
- Claudir Nespolo, presidente da CUT do Rio Grande do Sul
- Elisângela Santos Araujo, dirigente executiva nacional da CUT (Bahia)
- Gilberto Rosas, presidente da CUT de Roraima
- José Maria Rangel, coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros, FUP (Rio de Janeiro)
- Neveraldo da Silva Oliboni, secretário de Administração e Finanças da CUT do Paraná 
- Paula Francinete Costa Leite, secretária de Finanças da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam) e da direção nacional da CUT (São Paulo)

Deputado estadual
- Beatriz Cerqueira,  presidenta da CUT de Minas Gerais
- Danilo Libarino Assunção – secretário do Meio Ambiente da CUT Bahia
- Edilson José Gabriel, - vice-presidente CUT Paraná 
- Maria Izabel de Azevedo Noronha, Bebel – presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e dirigente executiva nacional da CUT 
- Mauro Rubem, presidente CUT Goiás
- Luzenira Linhares Alves – secretária da Mulher Trabalhadora da CUT Paraíba
- Ivaneia Souza Alves, direção nacional da CUT (Amapá)
- Rosana Sousa do Nascimento, presidenta da CUT Acre
- Rodrigo Brito, presidente da CUT-DF, candidato a deputado  distrital 

 

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