CONTRACS > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUES > CORREIOS: JUÍZA DIZ QUERER ‘EQUILÍBRIO’. MAS SINDICATOS DIZEM QUE A ECT NÃO NEGOCIA

Correios: juíza diz querer ‘equilíbrio’. Mas sindicatos dizem que a ECT não negocia

11/09/2020

Em 2019, TST promoveu reuniões e julgou o dissídio. Empresa não acatou resultado e foi ao STF

Escrito por: Vitor Nuzzi, da RBA

Em greve há 24 dias, trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e representantes da estatal participam nesta sexta-feira (11), às 15h, de audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). “Sabemos da importância da instituição e das conquistas históricas dos trabalhadores. E essa audiência visa atender de forma equilibrada as divergências entre as duas partes”, afirmou a ministra Kátia Arruda.

Da parte das duas federações representativas dos empregados (Fentect e Findect), predomina o ceticismo. As entidades afirmam que a ECT em nenhum momento dispôs a uma negociação efetiva. Apenas retirou 70 das 79 cláusulas do acordo coletivo. Também não fez qualquer proposta de reajuste salarial.

O precedente explica a desconfiança. No ano passado, o mesmo TST julgou o dissídio coletivo, fixou reajuste de 3% e manteve as cláusulas, além de determinar um período de dois anos para o acordo. Os Correios não aceitaram o resultado e apelaram ao Supremo Tribunal Federal Federal (STF). Conseguiram uma liminar e depois uma decisão favorável definitiva. A validade do acordo caiu para um ano, até 31 de julho último.

Audiência será virtual

Relatora do processo, a ministra Kátia Arruda concedeu liminar proibindo os Correios de descontar salários de grevistas durante o movimento. Também determinou que os sindicatos mantivessem um efetivo mínimo. Em reunião realizada em agosto, a empresa rejeitou proposta feita pelo vice-presidente do TST, ministro luiz Philippe Vieira de Mello Filho, pela manutenção das cláusulas.

A audiência será realizada por meio de videoconferência. Segundo o TST, a participação será restrita aos representantes das partes e seus advogados, além da União e Ministério Público do Trabalho (MPT) e interessados admitidos no processo. “Nosso papel é tentar resolver o conflito, mais uma vez, por meio da negociação coletiva, com uma solução consensual para que o caso não seja levado a julgamento”, afirmou a ministra.

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

Nome:
E-mail:
Título:

TV CUT
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.
João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta solidariedade a sindicalistas coeranos presos.

João Felício, presidente da CSI, Confederação Sindical Internacional, presta(...)

RÁDIO CUT
Conexão Sindical Condomínio Facebook Twitter Contracs Rede Brasil Atual Fecesc Fetracom-DF Fetrace Fetracom-PB Fetracs Fetracs-RN Fetracs RS Fenatrad Fetracom/MS Fenadados

Todos os Direitos Reservados © CONTRACS
Sede: Quadra 1, Bloco I, Edifício Central, salas 403 a 406 | Setor Comercial Sul | CEP: 70304-900 | Brasília | DF
Telefone:(55 61) 3225-6366 | Fax:(55 61) 3225-6280
Subsede: Avenida Celso Garcia, 3177 | Tatuapé | CEP: 03063-000 | São Paulo | SP
Telefones:(55 11) 2091-6620 / 2091-2253 / 2092-5515 / 2225-1368 | Fax:(55 11) 3209-7496
www.contracs.org.br | contracs@contracs.org.br