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Com apoio da CUT, trabalhadoras domésticas se unem para impedir fechamento de sindicato

22/02/2018

Sindicatos CUTistas, de Campinas e região, ofereceram suporte para fortalecer entidades

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo

A Organização Estadual das Trabalhadoras Domésticas e a Secretaria de Política Sindical da CUT São Paulo impediram o fechamento do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Piracicaba, que teria suas atividades encerradas no último domingo (18) por problemas estruturais.

Diante da situação, as trabalhadoras domésticas filiadas aos sindicatos da categoria de Campinas, Sumaré, Hortolândia e Valinhos se uniram para fornecer apoio estrutural e político, garantindo que a entidade siga atuando na defesa dos direitos.

Segundo Eliete Ferreira, coordenadora-geral da Organização das Domésticas e do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas, no fim do ano passado, as dirigentes de Piracicaba relataram dificuldades na condução da entidade. “Passamos então a acompanhá-las, tentando ajudar da forma como podemos, pois também temos os nossos desafios. Estamos dando orientações que vão desde a mobilização até de como oferecer apoio jurídico às trabalhadoras”, diz.

Uma assembleia para extinção da entidade chegou a ser convocada, mas as representantes das entidades de outras regiões sensibilizaram as demais participantes para a manutenção do sindicato.

O movimento teve o apoio da subsede da CUT em Campinas e do Sindicato dos Bancários de Piracicaba, Sindicato dos Bancários de Campinas, Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto de Campinas e Região (Sindae), da subsede Campinas do Sindicato dos Enfermeiros, por meio do representante Vitor Lopes, do Sindicato dos Petroleiros de Campinas e da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Comércio e Serviços (Contracs) – todas as entidades são filiadas à CUT.

Secretária de Política Sindical da CUT-SP, Sonia Vasconcelos comemora o movimento. “A extinção de um sindicato representa a ruptura dos direitos, ainda mais no momento de golpe e de reforma trabalhista no país. É uma grande vitória para as trabalhadoras domésticas manter essa entidade”.

Em mensagem divulgada nas redes sociais, a Organização das Domésticas lamenta a campanha de criminalização ao movimento sindical feita por grupos conservadores. “A conjuntura atual acena para o enfraquecimento dos direitos, principalmente das pessoas menos favorecidas. Porém, as trabalhadoras domésticas organizam seus sindicatos há mais de 80 anos sem recursos financeiros. A nossa organização política vem da ação concreta com nossas bases militantes que é de onde tiramos o nosso fortalecimento”, diz trecho da nota.

Para Eliete, a manutenção do sindicato significa muito para a categoria que possui uma base de 27 mil trabalhadoras na região. “Como cada uma trabalha num local, temos a dificuldade de nos juntarmos para debater questões diversas, mas mesmo assim estamos mobilizadas na luta por mais direitos”.

Em 2015, a presidenta eleita Dilma Rousseff sancionou lei que ampliou os direitos das empregadas domésticas, como o pagamento do 13º salário, jornada de oito horas diárias e reconhecimento de convenções e acordos coletivos da categoria. No entanto, com a reforma Trabalhista do governo golpista de Michel Temer (MDB), as trabalhadoras podem perder esses direitos, como por exemplo, com a proposta de contratação intermitente.

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