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Sobreviveremos, resistiremos e seremos mais fortes, aponta presidente da Contracs na solenidade de 28 anos

15/07/2018

Confederação foi homenageada na Câmara dos Deputados nessa sexta (13)

Escrito por: Contracs - Luiz Carvalho / Fotos: Valdemar Carvalho


Setor que mais gerou emprego no Brasil em 2017, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mas também no qual mais cresce o trabalho intermitente e a precarização resultantes da reforma trabalhista, o comércio e serviços representa um grande desafio para a Contracs, aniversariante deste domingo (15).

Dirigentes da Contracs recebem placa da deputada Erika Kokay em homenagem aos 28 anos da ConfederaçãoRepresentante de 280 organizações sindicais, quase 400 mil filiados, mais de 3 milhões de trabalhadores e 14 categorias, a Confederação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços sabe de sua responsabilidade num país em que cada vez mais a classe trabalhadora necessita de organizações sindicais fortes para enfrentar a retirada de direitos.

Mas um momento de provação, como muitos outros presentes em sua trajetória, lembrou a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), responsável pela convocação da solenidade na Câmara dos Deputados que homenageou os 28 anos da Contracs na última sexta (13).

“A Contracs estava aqui para lutar quando negavam direitos aos empregados e empregadas domésticas. Estava aqui lutando contra a pejotição, contra a reforma trabalhista, quando tiraram o direito de os sindicatos homologarem as rescisões, porque sabe que quando isso acontece, podemos esperar uma série de ilegalidades cometidas contra os direitos trabalhistas. A Contracs sempre teve lado e esse lado é o da defesa da justiça dos direitos da classe trabalhadora”, apontou a parlamentar.

Voltar às origens

Com muitas lideranças das categorias que representa no plenário, a Contracs foi representada por dirigentes como o presidente da confederação, Alci Matos, que acredita no retorno às bases para refundar o sindicalismo e reestabelecer o equilíbrio de forças no país.

“Quando o movimento sindical é forte, os trabalhadores e suas famílias vivem melhor. Quando o movimento sindical é fraco, o país empobrece. Nós sobreviveremos, resistiremos e ficaremos mais fortes. Se em nosso passado, companheiros viajaram de Fusca e Kombi para organizar sindicatos, dormiram em camas cedidas por famílias para trabalhar com representantes da região que visitavam, voltaremos a esse momento histórico para mostrar que a Contracs tem resistência, luta e liderança”, apontou.

Na visão de Alci, a tecnologia que desemprega trabalhadores sem requalificá-los e a precarização que se aprofunda no segmento após a Reforma Trabalhista são os grandes desafios, junto com a alta rotatividade do setor.

“Levamos muito gás de pimenta no enfrentamento aos patrões, perdemos o folego na correria da polícia, mas não a vontade de lutar para manter empregos num país que chegou a 14 milhões de empregados”, afirmou.

Para o secretário de Administração e Finanças da Contracs, Nasson Oliveira, a luta para comerciários e trabalhadores do setor de serviços necessitam de alianças internacionais porque essa unidade é o que norteia a atuação patronal. Ele ainda criticou a forma como a maior parte dos parlamentares se posiciona, a serviço dos patrões.

“A Reforma Trabalhista flexibilizou nossas leis para o capital estrangeiro selvagem entrar.Hoje, o segmento progressista do movimento sindical tem de se colocar na resistência e nesta casa são poucos que nos representam”, disse.

Presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio e no Setor de Serviços do Distrito Federal (Fetracom-DF), Washington Neves, também denúncia o rolo compressor das multinacionais contra os trabalhadores brasileiros. Enquanto, uma das fundadoras da confederação, a atual presidenta do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio Conservação, Trabalho Temporário, Prestação e Serviços Terceirizáveis do Distrito Federal (Sindiserviços-DF), Maria Isabel dos Reis, reforçou que os golpistas não irão conseguir parar a luta do movimento sindical.

“O Brasil é do povo, não é de senador, deputado ou presidente da República. E tenho certeza que essas confederações e o sindicato não vão parar.”

Mesma história

Secretário de Administração e Finanças da CUT-DF e representante da Central na atividade, o trabalhador de base comerciária, Julimar Nonato, fez um resgate do início da confederação. Ele lembrou que tudo começou porque os trabalhadores não se sentiam representados pela CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio), “que até hoje não tem boa atuação”. Fato que levou à fundação de uma nova entidade.

Ele traçou ainda um paralelo entre os engodos que sustentam a Reforma Trabalhista e os argumentos então utilizados para liberar a abertura do comércio aos domingos.

“Tivemos vários embates aqui, um deles contra a abertura dos comércios aos domingos, que começou com o FHC (ex-presidente Fernando Henrique), que ia fazendo mudanças por meio de medida provisória. Na época, um dos principais argumentos era de que ia gerar emprego. Coincidência, né? O mesmo que ouvimos hoje para liberar a retirada de direitos. E posso garantir que essa mudança para os comerciários não gerou um único emprego”, indicou.

Na visão do professor da Universidade de Brasília (UnB) Marcelo Neves o caminho é o movimento sindical encampar uma abrangente iniciativa que renove o parlamento brasileiro.

“A Reforma Trabalhista aprovada neste Congresso Nacional absurdamente retorna a proteção trabalhista para modelos do início do século no Brasil e até mesmo do século 19 na Europa.

A Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho) e parte relevante de juristas apontam diversas inconstitucionalidades na reforma. Na próxima legislatura temos que eleger aqueles que nos defendem e lutem para revogar todos os dispositivos dessa medida”, defendeu.

 

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