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No Dia do Basta, classe trabalhadora exige revogação da reforma trabalhista e basta de retrocessos

13/08/2018

Além de mobilizações e paralisações nos 27 estados do Brasil, um ato na Av. Paulista marcou o Dia Nacional do Basta. Cerca de 10 mil trabalhadores exigiram basta de desemprego e de retirada de direito

Escrito por: Portal da CUT - Erica Aragão


“Eu não abro mão! Dos meus direitos eu não abro mão!”. Com essas palavras de ordem, cerca de 10 mil trabalhadores e trabalhadoras ocuparam a Av. Paulista, em São Paulo, nesta sexta-feira (10), no Dia Nacional do Basta.

Para dizer basta de retirada de direitos, de desemprego, de arrocho salarial, de privatizações e de aumento no preço dos combustíveis e gás de cozinha, bancários, químicos, metalúrgicos, professores, petroleiros, servidores municipais, estaduais e federais, trabalhadores da saúde, da água e esgoto, metroviários, condutores, trabalhadores da telecomunicação, comerciários, trabalhadores das autarquias, estudantes e movimentos sociais levantaram bandeiras das mais diversas cores, das centrais e sindicatos, e coloriram a avenida neste dia de luta.

“A classe trabalhadora mandou o recado para os golpistas. Em todos os estados do País, os trabalhadores e as trabalhadoras se mobilizaram contra os retrocessos do governo golpista de Michel Temer. A sociedade está de saco cheio de desemprego, de salário baixo, de bico e de retirada de direitos, conquistados com muita luta”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Segundo ele, a eleição de outubro será fundamental para reverter todas as maldades contra a classe trabalhadora promovidas por aqueles que deram o golpe em 2016.

“Essa é a eleição das nossas vidas. Nada vai adiantar fechar acordos trabalhistas agora, porque, se eles ganharem, vai estar ratificado o golpe e vão retirar todos os direitos conquistados. Precisamos eleger um Congresso compromissado com o povo trabalhador. E a vitória definitiva passa pela eleição de Lula.”

O Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, destacou que a mobilização do Dia do Basta ocorreu em praticamente todos os estados brasileiros e em diversas cidades foram registrados atos, assembleias, atrasos de turnos e panfletagens.

Ao falar sobre a escolha do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para o ato em São Paulo, Sérgio reforçou que a entidade patronal financiou o golpe que tirou do governo uma presidenta eleita legitimamente, Dilma Rousseff.

“Além de ser a financiadora do golpe, escolhemos a Fiesp para dizer basta de descaso com a classe trabalhadora.”

“A entidade representa os patrões e queremos dar um recado para eles: não permitiremos que os trabalhadores e as trabalhadoras fiquem sem a garantia de direitos, como as indústrias e empresas estão querendo fazer, negando a renovação da Convenção Coletiva e tentanto impor a reforma trabalhista.”

Participou da atividade em São Paulo Sharan Burrow, Secretária-Geral da Confederação Sindical Internacional (CSI), maior entidade sindical do mundo, que representa 180 milhões de trabalhadores filiados a mais de 300 sindicatos em 161 países.

Ela está no Brasil para prestar solidariedade aos brasileiros e brasileiras diante dos retrocessos vividos pela classe trabalhadora desde que o ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) assumiu o governo por meio de um Golpe de Estado.

“Nós não reconhecemos este governo de Temer que retirou direitos, aprovou a reforma trabalhista e criou o maior número de desempregados da história do País”, disse.

“Vocês não estão sós, iremos denunciar esses ataques nos quatro cantos do planeta.”

O presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, animado com o resultado do Dia do Basta, fez um balanço das mobilizações e paralisações em várias cidades do interior e grande São Paulo e disse que é preciso dar basta nos golpistas que querem entregar o patrimônio público brasileiro e impedir Lula de ser candidato.

“Não queremos entregar nossas riquezas e muito menos que os mais pobres paguem o preço deste golpe. Queremos uma política inclusiva que avance para atender os direitos dos trabalhadores e precisamos de um Estado que atenda as necessidades do povo.”

O ato político na Petrobras

Organizado pela CUT e demais centrais, o ato teve concentração em frente ao prédio da Fiesp e depois os trabalhadores e trabalhadoras saíram em caminhada até o prédio da Petrobras para denunciar as consequências da entrega da estatal aos brasileiros e de brasileiras.

“Saímos da Fiesp, símbolo do golpe, e fomos até a Petrobras, símbolo da soberania e desenvolvimento nacional, para denunciar a política entreguista de Temer, que está fazendo com que o preço dos combustíveis e do gás de cozinha aumentem de forma absurda”, explicou petroleira e Secretária de Juventude da CUT São Paulo, Cibele Vieira.

“Basta deixarem os petroleiros trabalharem que os preços caem”, concluiu.

 

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