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Mobilização dos trabalhadores garante retomada do diálogo na Ford

18/08/2017

Sindicato pressiona montadora, depois do anúncio da demissão de 364 metalúrgicos

Escrito por: Metalúrgicos do ABC

A mobilização dos traba­lhadores na Ford de São Bernardo do Campo (SP) garantiu a retomada das negociações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC com a montadora. Na manhã de quarta-feira (16), foi realizada assembleia para informar os companheiros sobre a pri­meira reunião após a fábrica anunciar as demissões de 364 metalúrgicos em layoff (sus­pensão temporária de contrato de trabalho). Com a retomada do diálogo na terça-feira, os companheiros entraram para trabalhar após a assembleia.

O Sindicato deu prazo até esta sexta para uma solução e, caso não haja acordo, nova assembleia será realizada na segunda-feira, dia 21, para dar continuidade à luta.

O vice-presidente dos Me­talúrgicos do ABC e CSE na Ford, Paulo Cayres, o Paulão, ressaltou a importância de os trabalhadores terem aprovado na sexta-feira, dia 11, a luta e a solidariedade contra as de­missões. No mesmo dia, não houve produção no setor de estamparia.

“A organização dos traba­lhadores e a participação de cada um garantiu a retomada das discussões após a fábrica ter rompido com as negociações”, afirmou. “Vamos avançar econtamos com a solidarieda­de de todos. A luta continua”, prosseguiu.

O deputado estadual pelo PT-SP e ex-trabalhador na Ford, Teonílio Monteiro da Costa, o Barba, lembrou o histórico na fábrica.

“Em 1998, a empresa gastou muito dinheiro com as demissões e teve que gastar muito mais para recu­perar a imagem dela porque tinha gente que vinha devolver carro que tinha comprado da Ford”, contou. “Se a fábrica quiser resolver os proble­mas, tem que priorizar a mesa de negociação”, disse.

O coordenador-geral da representação na Ford, José Quixabeira de Anchieta, o Paraíba, explicou que a nego­ciação precisa ter equilíbrio. A representação dos trabalhado­res colocou na mesa o pedido de cancelamento das demis­sões, abertura de um PDV e pagamento da estabilidade até janeiro de 2018, prevista no acordo do ano passado.

“Precisamos avançar na defesa dos direitos e buscar atender os dois lados. Essa será mais uma negociação muito difícil. A fábrica alega que a ordem de fazer demissão veio da matriz e a nossa luta tem que ser estratégica”, defendeu.

Para o integrante do Conse­lho da Executiva e CSE na Ford, Adalto de Oliveira, o Sapinho, é importante deixar claro que a fábrica não vai dividir os com­panheiros.

“Na segunda e terça-feira, os companheiros nos setores de body shop, estamparia e pintura não trabalharam por decisão da empresa. Isso não vai nos separar, pelo contrário, só nos fortalece”, disse.

O coordenador do SUR, Sérgio Soares, o Bakalhau, agradeceu as manifestações de solidariedade e reafirmou que a representação sempre esteve aberta ao diálogo com a Ford. “A mobilização deu força para retomar as negociações. Temos que continuar firmes na luta, com unidade e seguindo as orientações do Sindicato”, concluiu.

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