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OIT: mais da metade da população global não está coberta por nenhum tipo de proteção social

04/12/2017

Relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou que mais da metade da população mundial, ou quase 4 bilhões de pessoas, não está coberta por nenhum tipo de proteção social

Escrito por: ONU Brasil

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou na quarta-feira (29) um relatório que afirma que apesar do progresso significativo na extensão da proteção social em muitas partes do mundo, esse direito ainda não é uma realidade para a maioria da população.

Em entrevista à ONU News, o diretor do escritório da agência em Nova Iorque, Vinícius Pinheiro, explicou os principais pontos do relatório. “De fato, na Agenda 2030, há uma meta de proteção social para todos, que é a meta 1.3. O que o relatório mostra é que nós estamos muito longe de alcançar essa meta”, declarou.

Segundo o documento, 4 bilhões de pessoas, o equivalente a cerca de 53% da população global, não está protegida por nenhum tipo de benefício social como, por exemplo, apoio a crianças, à maternidade, benefícios em caso de invalidez ou desemprego, apoio ao idoso, aposentadoria por velhice ou apoio em situação de pobreza.

“Então, são 4 bilhões de pessoas que estão excluídas e que se o mundo quiser atingir essa meta da Agenda 2030, tem que redobrar os esforços em termos de cobertura”, disse Pinheiro.

De acordo com o diretor do escritório da OIT, no continente africano, 82% da população não está coberta por nenhum tipo de benefício. Entre esses países, Cabo Verde está acima da média, com cobertura de 30,4%, enquanto Moçambique tem uma cobertura muito baixa, de 10,9%.

Nas Américas, a cobertura da proteção social é de 33%.

Com relação aos países de língua portuguesa, Portugal é o mais avançado, com proteção social de 90,2%. Em segundo lugar vem o Brasil, com 60% da população protegida. Segundo Pinheiro, não há informações sobre os demais países lusófonos.

O chefe da OIT em Nova Iorque destacou a importância da cobertura universal, de benefícios adequados e sistemas sustentáveis ao longo do tempo.

Ele ressaltou ainda que “cortar proteção social em épocas de crise não é uma boa política econômica”, destacando que o relatório é “bastante enfático sobre a necessidade de preservar ou mesmo ampliar despesas e cobertura da proteção social particularmente em épocas de crise”.

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