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Na mesa de negociação, na rua e no local de trabalho vamos derrubar a reforma trabalhista

Escrito po: Alci Matos Araujo, presidente da Contracs

17/05/2018

Mobilização das organizações sindicais é fundamental para que a ataque à CLT não avance


Desde que foi sancionada em julho de 2017 pelo golpista Michel Temer (MDB), a reforma trabalhista se mostra, além de trabalhista, também sindical.

Não é segredo para ninguém que as organizações da classe trabalhadora sempre foram e serão uma trincheira de defesa da democracia e, por isso, tornaram-se um alvo na mira de quem não se elege por meio das urnas.

São os trabalhadores que sentem na pele os maiores efeitos do golpe, que também já atinge os ricos. Prova disso é que ao menos 900 mil pessoas deixaram de integrar as classes A e B em 2017, segundo dados do IBGE.

Do lado de cá, a coisa é ainda pior: um levantamento do Dieese aponta que o número de brasileiros em situação de extrema pobreza aumentou 11,2% de 2016 para 2017, a desocupação média ficou em 12,7%, a maior taxa registrada desde 2012, e que em um ano 1,49 milhão de pessoas ingressaram na extrema pobreza.

Com Temer e sua gangue no Planalto, programas sociais como o Minha Casa Minha Vida foram radicalmente reduzidos, o Ciência Sem Fronteiras acabou, a exploração do pré-sal foi aberta aos estrangeiros e a venda de terras brasileiras também foi permitida.

Apesar desses retrocessos e do fim do imposto sindical, é o movimento sindical quem continua a comandar a trincheira da resistência e por isso segue na mira dos patrões financiadores do golpe.

Vemos que muitas negociações têm alcançado o aumento real de salário, mas, em troca, os empresários têm retirado direitos sociais e inserido medidas para reduzir a participação do sindicato.

Querem que a homologação não tenha acompanhamento de dirigentes para que as verbas rescisórias não possam ser conferidas e esteja completamente desassistido e tentam fechar com os trabalhadores a criação de comissões que substituam os sindicatos nas negociações e estejam submetidas aos patrões.

Diante desse cenário, nossa atuação continua fundamental. No segmento do comércio e serviços, a CONTRACS trava diariamente uma luta contra tentativas de precarização e retirada de direitos e todas as vezes em que nossos sindicatos conseguem vitórias é resultado da luta na base.

Somente a presença constante das organizações sindicais no local de trabalho, a atuação incansável e firme permitirá que sobrevivamos. Nas bases conhecemos a realidade do trabalhador, elaboramos estratégias conjuntas de enfrentamento, conseguimos mostrar na prática a importância do sindicato para as categorias.

Com nossos companheiros e companheiras fazemos a luta, na mesa de negociação garantimos os direitos e, assim, deixamos claro à classe trabalhadora que ajudar a sustentar os sindicatos é uma maneira de defender as próprias conquistas. Mostrando trabalho poderemos negociar medidas democráticas como a taxa negocial sobre as negociações coletivas.

O momento é de avançar, não de recuar. Continuaremos a pressionar os parlamentares para que aprovem medidas como o Estatuto do Trabalho para impedir que rasguem definitivamente a CLT, mas manteremos nossa mobilização nas ruas e nas mesas de negociação onde derrotaremos a reforma trabalhista.

 

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