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O momento crítico da classe trabalhadora

Escrito po: Antônio Almeida, secretário-geral da Contracs

21/10/2015

Na atual conjuntura política e econômica do país a classe trabalhadora começa a se questionar: o que é melhor? A crise transforma conquistas como a valorização do salário mínimo, o reconhecimento de profissões ou mesmo o fato de 30 milhões de brasileiros terem saído da linha da pobreza em meras lembranças do passado.

Nós, da Central Única dos Trabalhadores, das confederações e sindicatos temos que ser persistentes na discussão com os trabalhadores para que eles não caiam neste “conto da desgraça” que a grande mídia propõe todos os dias. Ao mesmo tempo, temos que nos organizar e pressionar o governo que elegemos para garantir a manutenção dos direitos dos trabalhadores.

Não podemos esquecer que vivemos em um regime capitalista, no qual a existência de crises é inevitável, o que não extingue a necessidade de apurar as irregularidades com ações políticas e econômicas.

A realidade da crise se agrava quando é tomada por rumores e medos que afetam a sociedade como um todo, uma vez que as empresas para progredirem precisam produzir e vender, mas através de especulações preferem demitir e reduzir salários e jornadas para de antemão se precaver da crise. Assim, a população reduz seus consumos e os que estão empregados, diante da crise, preferem poupar, causando ainda mais prejuízo às empresas que optaram por demissões.

A lógica da crise segue além de derrubar o governo. A oposição tem como estratégia pressioná-lo a aderir à medidas de redução dos direitos da classe trabalhadora e assim justificar tal retrocesso como combate à crise e em nome da sua manutenção.

A exemplo deste processo viemos lutando contra o PLC 30/2015, que tem como objetivo ampliar a terceirização; o PL 450/2015 referente ao simples trabalhista; a MP 680 que se refere ao PPE, dentre outros. Diante disso, reiteramos nossa posição diante das conquistas e lutas da classe trabalhadora perante o governo, afinal “Direito não se reduz, se amplia”. Não podemos deixar que o governo faça a classe trabalhadora pagar a conta da crise!

 

Por Antônio Almeida, secretário-geral da Contracs

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