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Mobilização Pró-saúde da População Negra, por um SUS livre de racismo, universal e integral

Escrito po: Ana Lucia da Silva, secretária de políticas de promoção para a igualdade racial

27/10/2015

Hoje, 27 de outubro, é o Dia Nacional de Mobilização Pró-saúde da População Negra - uma iniciativa da Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra que foi criada em 2007 por ativistas do movimento negro e em defesa do Sistema Único de Saúde. A data é importante para sensibilizar profissionais da saúde e toda a população brasileira sobre as demandas de saúde específicas da população negra, além de proporcionar uma reflexão sobre o racismo ainda tão presente nos dias atuais.

Algumas doenças genéticas e hereditárias são mais comuns na população negra e exigem um acompanhamento diferenciado, que nem sempre é dado. Embora a Constituição brasileira determine que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, a população negra é a que mais sofre, pois nem sempre tem o direito a um tratamento de qualidade, humanizado e sem discriminação garantidos.

Entre as principais doenças que atingem essa parcela da população estão a diabetes melito (tipo II), hipertensão arterial, miomas, deficiência de glicose e a anemia falciforme, que atinge majoritariamente os negros.

As mulheres negras também são as mais atingidas pela morte materna, pois sofrem com eclampsia, pré-eclâmpsia e com as consequências do aborto. Além disso, a realização dos exames clínicos de mama e ginecológicos são menos frequentes para mulheres negras do que para brancas, conforme aponta a Pesquisa Nacional de Domicílios do IBGE. Tal dado pode ser facilmente interpretado como consequência do racismo e da falta de acesso à saúde e ações preventivas.

Por esses e tantos motivos, enfrentar o racismo institucional no SUS e lutar pela implementação de uma política de saúde para a população negra são formas de garantir que milhões de crianças, jovens, adultos e idosos tenham acesso adequado à saúde. Assim como criar formas de colaborar para que os altos índices de mortes entre a população negra sejam reduzidos.

A saúde do trabalhador é um tema de extrema importância, ainda mais quando atinge uma grande parcela de nossas categorias. É preciso realizar debates junto a nossos sindicatos, conscientizar a base sobre a importância do combate ao racismo e o acesso à saúde pública de qualidade que atenda a todos e todas. O momento é importante para ressaltar nossa Campanha Saúde + 10 e para fortalecer esta luta nacionalmente para termos um SUS livre de preconceitos, público, universal e integral, que dê atendimento digno e de qualidade a toda a população.

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